O transplante de limbo é uma cirurgia voltada à recuperação da superfície ocular quando as células responsáveis pela renovação do revestimento da córnea estão reduzidas ou deixam de funcionar adequadamente. Essa alteração, conhecida como deficiência de células-tronco límbicas, pode surgir principalmente após queimaduras químicas ou térmicas, além de outras agressões graves ao olho.
O limbo está localizado na faixa de transição entre a córnea e a parte branca do olho. Nessa região encontram-se células fundamentais para a renovação contínua do epitélio corneano, camada que protege a córnea e contribui para a manutenção de sua transparência.
Quando essa reserva celular é comprometida, a superfície da córnea pode perder estabilidade. O olho pode apresentar vermelhidão persistente, sensibilidade à luz, desconforto, dificuldade de cicatrização, crescimento de vasos sobre a córnea e redução progressiva da visão. A avaliação especializada determina a extensão da falência límbica e identifica se o comprometimento é parcial, total, unilateral ou bilateral.
O transplante procura levar células límbicas saudáveis para o olho afetado, criando condições para a formação de um revestimento corneano mais regular e resistente. O tecido pode ser obtido do outro olho do próprio paciente, quando ele está saudável, ou de um doador em situações selecionadas. A escolha depende da causa da doença, da condição dos dois olhos e da quantidade de superfície ocular comprometida.
Existem diferentes formas de realizar a reconstrução. Em algumas técnicas, pequenos fragmentos do limbo são distribuídos diretamente sobre a superfície preparada; em outras, as células são cultivadas antes do transplante. Quando o material vem do próprio paciente, não existe rejeição imunológica do tecido transplantado. Nos procedimentos que utilizam tecido de outra pessoa, pode ser necessário empregar medicamentos imunossupressores e realizar acompanhamento ainda mais rigoroso.
Em olhos com cicatrizes profundas, o transplante de limbo pode representar a primeira etapa da recuperação. Depois que a superfície ocular se torna mais estável, outros procedimentos, incluindo o transplante de córnea, podem ser considerados para ampliar o potencial de reabilitação visual.
Transplante de Células-Tronco Límbicas
A cirurgia transfere células saudáveis para a região do limbo do olho afetado, com o objetivo de restabelecer a renovação do revestimento da córnea. Conforme a condição ocular, o procedimento pode utilizar pequenos enxertos límbicos, fragmentos distribuídos sobre a superfície ou células previamente cultivadas. A escolha da técnica é definida após a análise da extensão da falência e da condição do outro olho.
Ao restabelecer a fonte de renovação da córnea, o transplante de limbo favorece a formação de uma superfície ocular mais estável, protegida e regular.